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Subsecretário da Sede, Fernando Passalio, e a diretora regional do Idene, Márcia Versiani, no seminário  

 

O Governo do Estado – por meio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) – promoveu em parceria com a Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas Gerais (Adenor), o I Seminário de Integração das Microrregiões do Norte de Minas. No evento realizado em Grão Mogol (570 km de Belo Horizonte), nessa quarta-feira (13/11), houve avanços na discussão para se criar, brevemente, um Plano de Ação de cada território, a fim de dar celeridade ao desenvolvimento de cadeias produtivas e o turismo.

Além dos agentes de desenvolvimento locais e regionais, o seminário recebeu lideranças da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros (ACI/Moc), Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros (Codemc), União das Entidades de Montes Claros e Norte de Minas e Sebrae MG. Todos reforçaram a necessidade de crescimento integrado dos 89 municípios das sete microrregiões de Bocaiúva, Janaúba, Januária, Grão Mogol, Montes Claros, Pirapora e Salinas.

A proposta de trabalho para as localidades se baseia no projeto de Redes Colaborativas de Desenvolvimento Integrado, cuja palestra foi ministrada pelo especialista Antônio Reis, da Fundação Dom Cabral. “Temos que fazer acontecer e parar de esperar somente o governo para resolver nossos problemas, ampliando as redes colaborativas para que as ideias frutifiquem com objetividade, visto que os recursos estão escassos”, explica Antônio.

O subsecretário de Desenvolvimento Regional da Sede, Fernando Passalio, teve oportunidade de expressar as novas diretrizes do governo mineiro. “Estamos tentando apoiar a quem deseja construir, pois essa é a missão do Estado, ser um apoiador da economia, e o Minas Livre para Crescer (programa a ser lançado) vai possibilitar esse desafio. Quem empreender terá menos burocracia, mais incentivos e os agentes locais vão nos mostrar onde investir para avançarmos juntos. Todos estão de olho no Norte de Minas pelo potencial solar que está atraindo bilhões de reais, mas os protagonistas estão aqui”, assegurou Passalio.

O Idene -- que tem uma presença forte na região com vários programas, inclusive de segurança hídrica -- foi representado pela diretora regional para o Norte de Minas, Márcia Versiani. Ela ressaltou que os projetos atuais vão ser mantidos, mas os estruturantes, como infraestrutura rodoviária e ferroviária capazes de transformar a região, vão ganhar espaço, inclusive ao aproximar o governo mineiro da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que prevê recursos que poderão beneficiar a área mineira da Sudene.  

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Investimentos Regionais

O I Seminário de Integração das Microrregionais do Norte de Minas Gerais foi patrocinado pelo Banco do Nordeste, que tem feito aumentado os investimentos na região, mas ainda é preciso fazer crescer o volume, segundo o próprio superintendente do Banco do Nordeste, João Nilton Castro Martins.

“Temos 54% dos recursos do BNB destinados às pequenas e microempresas, precisamos melhorar este índice. É de responsabilidade nossa como entidades representativas sair deste momento de diagnóstico para ações efetivas, senão daqui a dez anos estaremos aqui falando novamente sobre as potencialidades em vez do desenvolvimento sustentável adquirido com projetos concretos”, alerta João Nilton.

O prefeito de Grão Mogol, Hamilton Gonçalves, cobrou mais efetividade no turismo da cidade e região, visto que é uma questão difícil a ser trabalhada, faltando fomento. “Infelizmente não conseguimos implantar de fato o turismo local, e o percentual ainda é pequeno. Temos muito mais a ser explorado, belezas naturais e históricas com muito potencial, são ações como esta que trazem conhecimento que ajudam no crescimento. Precisamos pensar de maneira coletiva”, reforça Hamilton.

Durante o seminário, diversos assuntos foram levantados, mas a palavra de ordem foi trabalhar na coletividade, para que o benefício seja de todos os municípios. “Com representantes de cidades da região, estamos nos preparando para atuar de forma integrada, pois este é o melhor caminho. Temos uma proposta regional e todos os parceiros são importantes, especialmente, o Idene. Estamos pensando em como a Unimontes pode atuar, nos ajudando, com capacitação em mineralogia, para Grão Mogol e região”, afirmou o presidente da Adenor, Alexandre Pires Ramos.

Essa proposta foi apoiada pelo reitor da Unimontes, Padre Antônio Alvimar, que reforçou o quão castigado é o Norte de Minas e cobrou uma mudança de pensamento. “O momento que vivemos em nossa região é de quebrar paradigma e o jeito de fazer política. O Norte de Minas ficou muito atrasado por causa da politicagem que faziam por aqui e tenho visto que essa realidade tem sido transformada. Os prefeitos devem andar em um só caminho, para o bem comum”, ressaltou o reitor.

O futuro vem do sol

Outro assunto levantado no evento foi o potencial solar da região e como tem sido o investimento nessa área, defendido pelo vice-presidente da ACI Moc, Leonardo Vasconcelos. “O projeto de implantação das usinas fotovoltaicas é muito bom, mas precisamos atentar para que gere capital para a região e não apenas para as empresas geradoras. A mão de obra temporária não resolve o problema da região, o norte-mineiro deve se apropriar dessa receita a longo prazo. A Cemig deveria ser sócia do pequeno produtor para democratizar o uso da energia fotovoltaica”, cobrou Leonardo.

Ao final do evento, foi feito um requerimento para um trabalho conjunto envolvendo a Fundação Dom Cabral, o Sebrae MG, a Adenor e os agentes de desenvolvimento regionais. Os planos de desenvolvimento das microrregiões é uma necessidade urgente para ser trabalhada pelas entidades. 

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